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Enredo da Mangueira fala sobre a 'influência dos povos bantos na construção da identidade da cidade do Rio', diz Sidnei França

Série do g1 resume, nas palavras dos próprios autores do carnaval das escolas do Grupo Especial, o que será levado para a Sapucaí. Veja o que Sidnei França diz sobre a influência dos povos bantos no RJ. g1 no carnaval 2025: conheça o enredo da Mangueira

"O enredo fala sobre a influência dos povos bantos na construção da identidade da cidade do Rio de Janeiro, desde sua chegada, através da diáspora ao Cais do Valongo, perpassando o tempo e até sua influência nos dias de hoje."

A Mangueira vai celebrar a contribuição dos povos bantos, de Angola, para a cultura, sociedade e religião do Rio de Janeiro, segundo disse Sidnei França ao g1, para a série em que os carnavalescos resumem os enredos de suas escolas (veja no vídeo acima).

Veja o que disse Sidnei França sobre o enredo “À Flor da Terra – No Rio da Negritude entre Dores e Paixões”:

"As figuras dos cria dos morros cariocas são herdeiros dessa tradição banto, dessa tradição preta, escravizada, sempre subjugada, marginalizada."

"Então a figura dos cria rotula a necessidade de debater qual é o Rio de Janeiro que nós temos hoje? Ele é herdeiro de quem? E ele vai nos apontar para onde?"

Enredo e samba: Mangueira

A verde e rosa levará para a Avenida um enredo que destaca a presença e a influência dos povos bantos no Rio de Janeiro.

A escola vai explorar como o povo contribuiu para a cultura, a religiosidade e a formação da identidade negra da cidade.

Confira o samba-enredo

Oya, Oya, Oya ê

Oya Matamba de kakoroká zingue

Oya, Oya, Oya ê ô

Oya Matamba de Kakoroká zingue ô

É de arerê, força de Matamba

É dela o trono onde reina o samba

É de arerê, força de Matamba

É dela o trono onde reina o samba

Sou a voz do gueto, dona das multidões

Matriarca das paixões, Mangueira

O povo banto que floresce nas vielas

Orgulho de ser favela

Sou a voz do gueto, dona das multidões

Matriarca das paixões, Mangueira

O povo banto que floresce nas vielas

Orgulho de ser favela

Sou Luanda e Benguela

A dor que se rebela, morte e vida no oceano

Resistência quilombola

Dos pretos novos de Angola

De Cabinda, suburbano

Tronco forte em ribanceira

Flor da terra de Mangueira

Revel do Santo Cristo que condena

Mistério das calungas ancestrais

Que o tempo revelou no cais

E fez do Rio minha África pequena

Ê malungo, que bate tambor de Congo

Faz macumba, dança jongo, ginga na capoeira

Ê malungo, o samba estancou teu sangue

De verde e rosa, renasce a nação de Zambi

Bate folha pra benzer, Pembelê, Kaiango

Guia meu camutuê, Mãe Preta ensinou

Bate folha pra benzer, Pembelê, Kaiango

Sob a cruz do seu altar, inquice incorporou

Forjado no arrepio

Da lei que me fez vadio

Liberto na senzala social

Malandro, arengueiro, marginal

Na gira, jogo de ronda e lundu

Onde a escola de vida é zungu

Fui risco iminente

O alvo que a bala insiste em achar

Lamento informar

Um sobrevivente

Meu som, por você criticado

Sempre censurado pela burguesia

Tomou a cidade de assalto

E hoje, no asfalto

A moda é ser cria

Quer imitar meu riscado

Descolorir o cabelo

Bater cabeça no meu terreiro

É de arerê, força de Matamba

É dela o trono onde reina o samba

É de arerê, força de Matamba

É dela o trono onde reina o samba

Sou a voz do gueto, dona das multidões

Matriarca das paixões, Mangueira

O povo banto que floresce nas vielas

Orgulho de ser favela

Sou a voz do gueto, dona das multidões

Matriarca das paixões, Mangueira

O povo banto que floresce nas vielas

Orgulho de ser favela

Sou Luanda e Benguela

A dor que se rebela, morte e vida no oceano

Resistência quilombola

Dos pretos novos de Angola

De Cabinda, suburbano

Tronco forte em ribanceira

Flor da terra de Mangueira

Revel do Santo Cristo que condena

Mistério das calungas ancestrais

Que o tempo revelou no cais

E fez do Rio minha África pequena

Ê malungo, que bate tambor de Congo

Faz macumba, dança jongo, ginga na capoeira

Ê malungo, o samba estancou teu sangue

De verde e rosa, renasce a nação de Zambi

Bate folha pra benzer, Pembelê, Kaiango

Guia meu camutuê, Mãe Preta ensinou

Bate folha pra benzer, Pembelê, Kaiango

Sob a cruz do seu altar, inquice incorporou

Forjado no arrepio

Da lei que me fez vadio

Liberto na senzala social

Malandro, arengueiro, marginal

Na gira, jogo de ronda e lundu

Onde a escola de vida é zungu

Fui risco iminente

O alvo que a bala insiste em achar

Lamento informar

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